24 de junho de 2012

Domingo Agora - Terceira Parte:

Se liga por que:


Se liga por que:


Londres respira Jogos Olímpicos e cidade está toda enfeitada

Anéis Olímpicos ganham espaço em aeroportos, estações de trem e cartões postais da cidade




Daniel Orzechowski, sobre uma final olímpica: “É um objetivo bem possível”

Do Esporte Alternativo

Daniel Orzechowski é estreante em Jogos Olímpicos, mas já tem bastante experiência nas piscinas. O catarinense de 27 anos representou o Brasil no Campeonato Mundial em Roma, no Campeonato Brasileiro e nos dois troféus mais expressivos do Brasil, o Maria Lenk e o José Finkel. Nos nacionais Daniel guarda, inclusive, medalhas.

Em Londres, ele estará competindo nos 100m costas, uma de suas especialidades juntamente com os 50m. Nos 50m, aliás, Daniel só não se classificou porque a prova não é olímpica. “O tempo que eu fiz no Rio de Janeiro foi bem expressivo, foi o melhor no ranking mundial nesse ano nos 50m costas”, explica o nadador.


Momento mágico: Marcelo Negrão faz ace e, da quadra, corre para o orelhão


Barcelona 1992: a seleção brasileira masculina de vôlei estava sendo preparada para conseguir resultados na Olimpíada seguinte, Atlanta 1996. Mas atropelou. E acabou com a medalha de ouro conquistada com um último ponto no terceiro set sobre a Holanda. Ace de Marcelo Negrão – que saiu correndo da quadra para um canto do ginásio, onde havia um orelhão, para falar com o pai. Tinha 19 anos. Agora, perto dos 40 – faz aniversário em outubro -, lembra que nem conseguiu conversar direito: foi só choradeira.

- Meu pai tinha me ajudado muito e me falava o que sentiu, eu estava superfeliz, nem falava direito. Foi uma choradeira de todo mundo!

Marcelo Negrão confessa que nem naquele jogo, que parecia fácil para quem estava de fora, a equipe brasileira achava que a Olimpíada estava ganha.

- A gente jogava ponto a ponto, vibrando. Em minuto nenhum, diante de qualquer adversário, pensávamos que o jogo estivesse ganho. Mesmo porque a gente sabia que a qualquer momento o adversário podia reverter a situação.

No sistema de pontos do vôlei que ainda vigorava, com “vantagem” antes da marcação de cada ponto, essa chance era ainda maior, explica Marcelo.

- E a gente tinha história de viradas, trazia experiências individuais de clubes…

A campanha da seleção brasileira masculina em Barcelona foi arrasadora – e isso porque o Brasil estava cotado para ficar entre quinto e oitavo, “abaixo, até”, como lembra o ex-jogador.

- Não era para a gente ganhar aquela Olimpíada. A gente estava se preparando para a seguinte. Por isso foi uma surpresa.

Fugindo da Disneylândia

Na caminhada para a final, Marcelo Negrão destaca que o grupo estava muito unido, o tempo todo.

- A Vila Olímpica é realmente uma Disneylândia, com McDonald’s 24 horas, de graça, lojas da Nike, de outras marcas esportivas dando brindes, máquinas de Coca-Cola e chocolates, de graça, espalhadas por todo lado. Se você não estiver concentrado, muito focado para jogar o campeonato…

Marcelo Negrão diz que o grupo ficava junto o tempo todo.

- A gente também se surpreendia com os resultados, a cada jogo. Para nós, era tudo novidade: ganhar da Rússia [que jogou sob a bandeira da CEI, a Comunidade dos Estados Independentes, depois da dissolução da UESS], ganhar dos Estados Unidos, time do qual a gente perdia sempre! Até ganhar da Coreia do Sul. Era tudo novo e muita empolgação. Fomos ganhando confiança e atropelando.

No pódio do Palau Sant Jordi, com 3 a 0 fechados sobre a Holanda (o bronze foi para os Estados Unidos), a emoção foi muito forte para Marcelo, com o Hino Nacional e a bandeira brasileira.

- De lá, a gente olha a arquibancada e lá está a Rússia, só vendo a entrega de medalhas. Dá muito orgulho. Lá realmente foi a afirmação da nossa equipe no nosso meio, e o meu começo de carreira.

Mas nem depois de encerrada a cerimônia de pódio os jogadores tinham ideia do tamanho da conquista que haviam conseguido.

- A gente estava muito feliz, mas realmente não tinha noção. Para nós, era como um Mundial, uma Liga Mundial… Levamos um tempo para descobrir o alcance do que havíamos feito. Tanto que 20 anos depois estamos falando disso. É o que representa uma Olimpíada. Hoje vejo o que é que representa uma medalha de ouro olímpica. Lá atrás, a gente não tinha noção.

Marcelo diz que não lembra muito de comemoração:

- Realmente faltou. Não teve isso. Não me lembro muito, mas ali acabou. Faltou uma comemoração, realmente. A gente podia ter aberto champanhe…!



FONTE: R7.

A quarta parte vem por aí, aguardem!

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