5 de agosto de 2010

Discussão Diferente

Olá!

Tenho dúvidas quanto ao futuro de nossa nação. Futuro dos brasileiros, futuro das pessoas que nasceram, aqui, nesta terra chamada Brasil. Brasileiros da República Federativa do Brasil. Não futuro econômico ou social, mas um futuro (ou presente) intelectual, de reflexão, de pensar, de existir, de saber o que está a fazer neste mundo.

O futuro de um país depende exclusivamente de seu povo. Todos, não apenas dos governantes e dos intelectuais. Mas de cada bairro, periférico ou não; de cada residência; de cada família; enfim, de cada pessoa. Percebo que a cada ano que passa, o interesse pela política se perde, os conhecimentos intelectuais são postos de lado, a tecnologia e suas facilidades invadem as residências do país.

Para que pensar? Para que me preocupar com algo já que elejo algumas pessoas para pensarem por mim?

O Brasil possui sua parcela pensante, as pessoas bem sucedidas e tituladas.

Alguns são milionários, outros nem tanto. Possuem em comum a capacidade de pensar, de entender o mundo que os abriga. Isso os torna pessoas, isso faz com que existam, que sejam cidadãos, não apenas de papel.

Não é possível que a corrupção aconteça de forma tão clara, que a justiça seja tão injusta, que benefícios sejam dados não a quem precisa, mas a quem é "esperto". Muitos brasileiros esperam a justiça de Deus, aquela que não tarda. Não sou contra a religião, mas não use vendas, por favor.

Lendo a Folha de São Paulo de Hoje (Domingo, 5 de julho de 2009), relacionei dois artigos: Um do caderno Brasil e outro do caderno Ilustrada. "Senado gasta R$ 50 mi por ano com saúde" é o título do artigo da Folha Brasil e trata do gasto que os nossos representantes apresentam à receita nacional. Dinheiro da nação que cobre despesas pessoais dos nossos políticos.

"O Senado paga as despesas de senadores, ex-senadores, servidores ativos e inativos, além de seus dependentes. A cobertura abrange cerca de 23 mil pessoas, quase todas vivendo na capital federal. Foram gastos em média R$ 2.200 por ano para cada servidor.

A média anual de gastos, de R$ 50 milhões, equivale aos recursos necessários para manter um hospital de médio porte." Diz o artigo.

"Senadores e dependentes não estão presos a um plano: podem escolher onde se tratar, e têm as despesas restituídas integralmente, sem limite de valor. Ex-senadores têm limite de gasto anual de R$ 32.954." Completa.

Este é um exemplo dos escândalos ocorridos na política brasileira. Não é só com saúde que há abusos por parte dos parlamentares. Os jornalistas e intelectuais (que, com certeza, não são beneficiados) tentam reclamar, mostrar os abusos por meio dos veículos de informação. Na minha opinião, com alcance inútil. Pois a realidade crítica do cidadão brasileiro é utópica, com raras exceções.

Em outro artigo, Ferreira Gullar utiliza o seguinte título: "Um modo novo de encher a barriga". O título remete ao modelo populista do atual governo que não ensina pescar, mas dá o peixe. As bolsas que são oferecidas às crianças que vão à escola reverteram em fonte de renda para as famílias com menos escolaridade. ter mais filhos significa ter mais dinheiro fácil. O jeito das classes menos favorecidas intelectualmente e financeiramente mamar nas tetas do governo. A diferença é o valor da "mamada". Enquanto esses pobres miseráveis recebem valor em média de R$ 100,00 por mês, nossos políticos são milionários, graças ao nosso sistema de privilégios a quem não precisa.

Ferreira Gullar escreve: "Um conhecido meu, que cria algumas cabeças de gado, contou-me que o vaqueiro de sua fazenda separou-se aparentemente da mulher (com quem tinha três filhos) para que ela pudesse receber a ajuda do Bolsa Família, como mãe solteira e sem emprego.

Ao mesmo tempo, embora já tivesse decidido não ter mais filhos, além dos que já tinham, mudaram de idéia e passaram a ter um filho por ano, de modo que a filharada, de três já passou para sete, sem contar o novo que já está na barriga."

Não estou aqui para criticar esse ou aquele governo. Claro que os textos da folha de São Paulo, assim como qualquer texto, não possui neutralidade dos fatos e faz críticas diretas ou indiretas. O que quero expor é a atitude do nosso povo em relação aos abusos políticos. Uns até acham que são beneficiados com as bolsas-esmola e leve-ração. Ignorância total!

Fecho meu grito de desespero com palavras de Gullar: "Em breve, o número de carentes duplicará e o dispêndio com o programa, também."

Eis o recado.

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