Além de usar roupas discretas, como calças jeans, cabelos presos em um
coque simples e com pouca maquiagem, a discrição da personagem é
reforçada o fato de que, no trabalho, Rose fica sob um neutralizador
uniforme de faxineira. "Quando as pessoas estão uniformizadas, ficam
"invisíveis". Os outros não olham nos olhos delas, não percebem que
elas estão ali", impressiona-se ela, que vivenciou a situação ao
participar de uma matéria do dominical "Fantástico", na qual fingia
fazer parte da equipe de limpeza de um shopping: poucos prestaram
atenção nela e a reconheceram.
O perfil da personagem, a primeira protagonista de Camila na tevê, vai na direção oposta ao último papel vivido por ela no veículo. Há dois anos, ela interpretou Bebel - a prostituta de "Paraíso Tropical" que teve enorme repercussão e cujo figurino era a definição acadêmica de "espalhafatoso". A atriz, no entanto, afirma que não aceitou o convite para fazer Rose como uma maneira de deixar Bebel no passado. "De jeito nenhum! O fato de ela não ser glamourizada não estava previsto na sinopse", explica, atribuindo a escolha pela caracterização simples ao diretor Ricardo Waddington e à figurinista da trama, Labibe Simão. "Ela é uma faxineira, mas poderia ser super vaidosa e viver montada. Isso independe de classe social. Não foi algo programado por mim, não", assegura.
Isso, porém, não significa que a mocinha não tenha seus momentos de vaidade. Nas apresentações de dança ao lado de Sólon, personagem de Daniel Boaventura, Rose ganha ares de rainha. "Ela gosta muito de música, adora dançar. E é nesse momento que dá para surpreendê-la mais arrumada", observa. Apesar de já ter feito balé e dança contemporânea, Camila teve uma preparação intensa com Jayme Arôxa para garantir em cena o talento da personagem no salão de baile - e diz que a experiência prévia não foi suficiente para facilitar o aprendizado. "Dançar é difícil para caramba. É complicado a gente ter intimidade com a partitura. Dancei valsa, por exemplo, e achei dificílimo", conta.
A dança já marcou um momento para lá de importante na vida da faxineira. Foi em um "dois para lá, dois para cá" durante uma festa da empresa Aromas que a mocinha esteve, pela primeira vez, nos braços de Gustavo, o taciturno protagonista vivido por Marcos Palmeira. O romance da ficção marca o reencontro profissional dos atores, que interpretaram um casal há oito anos, em "Porto dos Milagres", em que ela vivia a voluntariosa Esmeralda, que nutria um amor não correspondido pelo pescador Guma. "O Marquinhos é um colega muito especial, muito querido. Estou muito feliz de voltar a trabalhar com ele", derrete-se, com um sorriso nos lábios.
Gustavo e Rose darão o primeiro beijo no capítulo programado para ir ao ar na próxima quarta-feira. Na opinião de Camila, o intervalo de duas semanas e meia entre a estreia da trama e o momento de relativa intimidade do casal não deve esfriar a torcida do público por eles. "Pelo contrário! Isso ainda é muito comum, em novela - a expectativa do "quando eles vão se encontrar?", pondera. "Não acho que isso possa se voltar contra eles. Novela é um pouco disso, de encontros e desencontros, de envolvimento e conflitos", argumenta.
Fonte: Uol Televisão
(por Louise Araujo)






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