Weric Lima: Grande revelações marcam essa 5ª postagem do nosso programa, pra você que ainda não sabe, eu "Weric Lima" estive no Rio de Janeiro, e conversei com Junior(Nome que prefere ser identificado) Ele fala sobre a vida de ser um garoto de programa, e sobre alguns fatos que acontece no seu dia-a-dia.
Sejam bem vindos ao quadro: conexão das ruas.
O aluguel do corpo está disseminado em toda parte, do Brasil
Em todo o Distrito Federal é fácil encontrar pontos de prostituição espalhados nas ruas, boates, bares, casas noturnas, endereços residenciais e comerciais. Em regiões como Taguatinga, Samambaia, Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Sudoeste, Guará e Plano Piloto, garotas de programa oferecem seus serviços a clientes em paradas de ônibus e locais específicos, com grande movimento de pessoas, ou por meio de anúncios em jornais, endereços eletrônicos, números de telefone e páginas de relacionamento.
Há dois anos trabalhando como garota de programa na 708 Norte, Vanessa (nome fictício), 23 anos, revela como é a rotina de trabalho e a vida nas ruas. “Trabalho de 23h até as 4h, 5h, dependendo do movimento de clientes, e aqui aparece todos os tipos de gente, jovens, idosos, homens casados, solteiros, ricos, pobres, de classe média.”
A garota de programa conta que antes de entrar na prostituição trabalhava como atendente em uma panificadora em Taguatinga Norte. “Lá eu trabalhava muito e recebia pouco, e o dinheiro não dava para arcar com as minhas despesas. Tenho um filho de um ano, que eu sustento sozinha, e com a prostituição eu ganho entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por mês.”
Vanessa explica que o atendimento é feito em um apartamento alugado por ela e mais cinco garotas de programa, e custa em média R$ 80. “O preço é estabelecido de acordo com o perfil do cliente. Tem pessoas que vêm aqui e pagam R$ 80 sem reclamar, outros ficam pedindo desconto, e, dependendo da necessidade, eu abro uma exceção. Pago R$ 500 por mês de aluguel. Também atendo em motéis, pousadas e na casa de cliente, e com o dinheiro que recebo sustento meu filho, pago minhas despesas e um dia pretendo me formar em direito”, almeja.
Na 706 Norte, outro grupo, formado por cinco garotas de programa, também vive da prostituição, só que oferecendo seus serviços na rua. “Sou de Minas Gerais e estou aqui em Brasília há três meses. Comecei a trabalhar como dançarina em uma boate no Sudoeste, onde recebia R$ 2.300, mas percebi que ganho melhor como garota de programa. Trabalho de 9h às 22h e ganho aproximadamente R$ 4 mil por mês. Com esse dinheiro compro minhas roupas, minha comida e pretendo iniciar em breve um curso de administração”, disse Larissa (nome fictício), 35 anos, afirmando que nunca foi vítima de agressão. “Nunca sofri agressões, mas já ouvi muitas histórias.
Teve uma garota de programa que saiu com um cara e foi para a casa dele, onde foi agredida e quase assassinada. Ele queria jogá-la do sexto andar.
Para Ariely, 27 anos, moradora de Planaltina, a prostituição é uma profissão como qualquer outra, que constitui um meio de sobrevivência. “Entrei nesta vida por conta própria, devido à necessidade, e hoje consigo pagar a minha faculdade de recursos humanos (RH). Ganho entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês, e reconheço que nesta profissão estou sujeita a certos riscos, como ser roubada, estuprada, e até assassinada.”
Há seis meses trabalhando na 706 Norte, Gabriele (nome fictício) divide o aluguel de um apartamento utilizado para realizar programas, com mais quatro garotas, com idade entre 23 e 35 anos. “Faço faculdade de enfermagem e realizo em média 8 programas por noite. Tenho uma filha de 5 anos para sustentar e com a prostituição ganho entre R$ 4 mil e R$ 5 mil”, disse.
Profissão:
“A nossa profissão tem mais riscos do que qualquer outra, porque não temos seguro de nada”, comenta Ludmila (nome fictício), 27 anos. Moradora de Taguatinga, a garota de programa conta que realiza programas em Brasília por causa do poder aquisitivo dos clientes. “Atendo em hotéis, pousadas, apartamento e casa de clientes, e cobro R$ 80 pelo programa, dependendo da pessoa. Aqui aparecem homens solteiros, casados, jovens, velhos, pessoas de todos os tipos, e um dia pretendo me formar em psicologia e sair desta vida”, sonha.
A prostituição de adultos não é considerado crime, de acordo com o Código Penal Brasileiro (CPB), e a atividade já é classificada como ocupação pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sob o código 5198-05 da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Segundo o artigo 228 do CPB, é considerado crime a indução ou facilitação à prostituição, e a pena prevista varia entre 2 e 5 anos de reclusão, e multa.
******************************
Weric Lima: Ainda não terminou o Conexão das Ruas, temos muito mais, o domingo @tualizado toma ousadia e invade em pleno Rio de Janeiro um quase fechamento de programa, eu weric Lima, fiz a cobertura pra trazer e exibir a todos vocêis oque anda acontecendo por aí.
Não perca uma entrevista completa com Junior, um rapaz de 20 anos que atua no mercado a quase 1 ano, ele nos da informação de como funciona o dia-a-dia desses profissionais, não percam.
Domingo @tualizado volta já já!!
Tved o Blog que anima você!








Nenhum comentário:
Postar um comentário