30 de julho de 2010

Emissoras de TV se preparam para fuga de público com a chega do horário político:


O horário político no rádio e na televisão se aproxima e promete tirar boa parte dos telespectadores da frente da tela ao consumir mais de uma hora com propaganda dos candidatos às eleições. Se prepare porque serão dois blocos com 25 minutos, além de inserções soltas durante todo o dia. Por isso, não espere grandes novidades na televisão. Com menos espaço para o artístico, as emissoras devem administrar as atrações que já estão no ar e ampliar o número de chamadas dos principais produtos para prender a atenção do público. Estreias apenas de projetos que já estavam engatilhados e a renovação de temporadas de séries e realitys. Programas mais ousados ou que são considerados estratégicos na grade das emissoras só devem chegar após o horário eleitoral obrigatório. Não é por menos que a Record já transferiu a minissérie “Sansão e Dalila” para o início de 2011 e o SBT ainda guarda “Solitários 2″ para os últimos meses deste ano.
Já está mais do que na hora de uma revisão no horário político obrigatório. Será que este é um formato eficiente? O rádio e a televisão são veículos que obrigatoriamente precisam informar, prestar serviço e ajudar a população a exercer sua cidadania. A discussão política dos direitos e deveres do cidadão é uma dessas obrigações. Entretanto, da maneira como é apresentado, o horário eleitoral pouco ajuda o telespectador a escolher seu candidato, principalmente os deputados federais e estaduais que ocupam alguns segundos dessa propaganda partidária.

Fonte: Parabólica JP.
Texto: José Armando Vannucci.
Foto: Parabólica JP.

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