30 de julho de 2010

Discussão Diferente


Olá!

Hoje, quero abordar um assunto, talvez, incômodo ou polêmico.

Quem viu o filme Anticristo de Lars Von Trier?

Li algumas críticas no jornal e opiniões de pessoas que tinham assistido a esse filme. Fatos que me motivaram a assisti-lo. Já havia visto o filme Manderlay do mesmo diretor e visto alguns trailers sobre Dogville. Trier é visto como um revolucionário do cinema devido ao movimento Dogma 95. Falarei apenas do Anticristo.

A primeira cena do filme é uma relação sexual entre o casal protagonista que se inicia no banheiro e termina na cama. A cena acontece enquanto o filho do casal, ainda pequeno, por volta de 4 anos, cai da janela e morre.

Há nudez e jogos de velocidade e luz, além da música ao fundo. Uma cena normal.

A mulher não aceita a morte do filho e é internada. O marido, julga-se superior ao médico e resolve tratá-la com sua análise. Vão para o meio do mato numa região chamada Édem. O filme, lentamente, começa a mostrar a dupla personalidade da mulher. Há uma cena de violência contra o marido e uma mutilação. Mostra toda a falta de percepção da mulher, pois age como se não fosse ela.

O desequilíbrio é evidente desde o início do filme. Mostra-se um lado maquiavélico das mulheres. Mesmo com a loucura que é evidente, é como se fosse uma loucura sensata.

É um filme que considero bom. Vale a pena vê-lo. Mas não mais do que uma vez. É um filme sujo. Costumo chamar dessa forma, filmes que são secos e só têm um foco, mostrar um ponto de vista sob uma posição apenas.

Não vi demônios, não vi as tantas cenas de violência que me foram ditas. Como disse, vale a pena ver para se surpreender com algumas atitudes da personagem. E também pensar um pouco na linha tênue que separa a razão e a loucura.

Prefiro os clássicos Cidadão Kane, Laranja Mecânica e O Poderoso Chefão.


Eis o recado.

2 comentários:

Suelen disse...

Concordo com você em cada palavra Victor!

Victor Hugo disse...

Obrigado pelo comentário Suelen.
Escrevi esse texto porque crei uma expectativa sobre o filme. mas não superou o que esperava dele.

Victor Hugo Vasconcellos