8 de outubro de 2009

NOSSA TVED



SÓ QUERIA DIZER AOS LEUS LEITORES QUE ASSISTEM "ÁGUAS DE FRONTEIRA" QUE HOJE INICIA A SEGUNDA FASE, COM NOVOS PERSONAGENS E UMA NOVA HISTÓRIA! NAO PERCAM.






VOCES SABEM O QUE SÃO ABALOS SÍSMICOS? NAO? ENTAO VAMOS LER!






Abalos sísmicos correspondem a terremotos ou tremores de terra, é um fenômeno natural que faz com que a superfície terrestre trema. Para sua ocorrência são necessários vários fatores determinantes.
Os agentes que provocam terremotos se desenvolvem no interior da Terra, podem ser a partir de movimentos de placas tectônicas ou tectonismo e por atividade vulcânica ou vulcanismo, ambos acumulam uma grande quantidade de energia que para ser liberada é expelida pelas fendas das rochas e aberturas de vulcões, essa liberação é o terremoto propriamente dito.

Anualmente ocorre uma grande incidência de abalos sísmicos ao longo da crosta terrestre e seu interior que oscilam em relação à intensidade. Apesar da ocorrência de milhares de tremores no mundo, somente uma restrita parcela é percebida pelas pessoas. Diante da diversidade de intensidade as conseqüências também variam, pois pode ocasionar desde um desconforto até a destruição total ou parcial de uma cidade, deixando milhares de pessoas desabrigadas, pois muitas vezes as casas ficam condenadas pela defesa civil.

Não é possível prever a ocorrência de terremotos em nenhum lugar do planeta, no entanto, áreas próximas ao encontro de placas tectônicas como, por exemplo, a placa Sul-americana com a placa de Nazca, no extremo oriente em regiões com proximidade com o Japão, lugar onde se encontra diversas placas de tamanhos menores, são propícias à ocorrência de tal fenômeno.

Os terremotos podem ser medidos, para realizar a medida da intensidade dos tremores foi criada uma escala, seu mentor foi o sismólogo Charles Francis Richter, de origem norte-americana. Ele elaborou uma escala que varia de 0 a 9 graus que corresponde ao volume de energia liberada no tremor, desse modo, foi padronizada internacionalmente a medida para avaliar os terremotos através da escala Richter, em homenagem ao criador.


Acontece, a cada ano no mundo, pelo menos 300 mil terremotos ou abalos sísmicos que variam entre 2 e 2,9 graus na escala Richter. Os abalos com intensidade superior a 5,0 graus na escala Richter ocorrem em períodos intercalados, entre cinco e dez anos. Apesar da existência da escala Richter, que tem seu uso bastante difundido, há também outro método para medir que é denominado de escala de Mercalli-Sieberg, nesse processo o que é avaliado não é a quantidade de energia liberada no fenômeno e sim os níveis de estragos e prejuízos, nessa escala existem doze categorias.


Diante do medo de sofrer uma imensa destruição provocada por terremotos, cidades com alta possibilidade de incidência desse fenômeno adotam medidas preventivas, como é o caso de São Francisco (Estados Unidos) e Tóquio (Japão) que realizam construções com recursos que se adaptam às condições impostas pelos tremores. Uma das alternativas encontradas é a implantação de uma espécie de amortecedores na base de um edifício ou grande construção. Esse tipo de construção é executado somente em países ricos, uma vez que os custos para a construção de tal empreendimento são muito elevados, desse modo, os grandes centros urbanos de regiões pobres propícias a terremotos sofrem, especialmente porque as habitações são quase sempre precárias e desprovidas de uma construção de qualidade, quando essas áreas são atingidas há grandes perdas humanas e prejuízos financeiros.

O terremoto é um dos fenômenos da natureza que mais causa preocupações no homem, pois suas conseqüências podem ser extremamente profundas, tanto para as sociedades e suas construções como para a própria Terra, como o tremor do solo, alteração no movimento de rotação da Terra, tsunamis, surgimento de falhas, deslizamentos de terra, além da destruição das construções feitas pelas sociedades.

O terremoto de maior intensidade já registrado ocorreu em 1960, no Chile, e o segundo aconteceu na Indonésia em 2004, atingiram respectivamente 9,5 e 9,3 graus na escala Richter.


VOCES JÁ OUVIRAM FALAR SOBRE A TSUNAMI DE 2004? A MAIOR ATÉ AGORA? FOI PROVOCADA POR UM ENORME ABALO SÍSMICO. ACOMPANHE


O tsunami de 2004 e previsões
Em 26 de dezembro de 2004, o terremoto mais poderoso registrado em mais de 40 anos atingiu as profundezas do Oceano Índico, a oeste da costa de Sumatra, desencadeando um enorme tsunami. Uma das coisas que tornaram este evento particularmente destrutivo é que os tsunamis atingiram áreas relativamente populosas e ainda em plena temporada de férias, e portanto repleta de turistas. Eis uma linha do tempo do desastre:
0h59 TMG - um enorme terremoto de 9,0 pontos ocorre no Oceano Índico, no litoral de Sumatra, Indonésia. O sismo é tão intenso que é sentido na Tailândia, Malásia e Singapura. Grandes edifícios em Bangkok, a quase 2 mil km de onde ocorreu o terremoto, chacoalharam com a força do terremoto e dos abalos secundários;

1h07 TMG - depois do abalo, estações sismográficas na Austrália alertam o Centro de Aviso de Tsunami do Pacífico, da NOAA, sobre o terremoto e a ameaça potencial de um tsunami. Há relatos amplamente conflitantes de diferentes fontes sobre o tamanho do abalo. Relatórios diferentes situam o terremoto em magnitudes que variam entre 6,6 e 8,9. Ao mesmo tempo, uma estação de rádio indonésia relata a morte de nove aldeões como resultado de um maremoto;


h27 TMG - ondas enormes atingem Kalmunai, no Sri Lanka;

2h30 TMG - Kattankudy é atingida. Nesse momento, quase toda a costa leste do Sri Lanka se encontra sob 2,7 metros de água;

2h40 TMG - ao longo dos próximos 15 minutos Batticaloa, Mullaitivu e Trincomalee, no Sri Lanka, são atingidas. Yala, na Tailândia, também é atingida pelo tsunami. Apesar de ainda não ter sido relatado, mais de 15 mil pessoas já morreram;

2h57 TMG - serviços noticiosos telegráficos emitem o primeiro relatório: "Terremoto desencadeia grandes ondas". Relatos de danos severos e fatalidades começam a vir da área balneária de Phuket, na Tailândia. A contagem oficial de mortes ainda é de nove. Todos os relatos são confusos e os números não são confirmados;




3h00 TMG - um correspondente jornalístico da AFP em Colombo, Sri Lanka, recebe um telefonema de repórteres em Trinco: "O mar está avançando". No mesmo momento, Valvettiturai e Hambantota são atingidas. Quase 7 mil pessoas são arrastadas para o mar;

3h15 TMG - um correspondente do Washington Post relata um tsunami que atinge Weligama, no Sri Lanka. As províncias de Matara, Galle e Panadura também são atingidas. Outras 5 mil pessoas morrem;

3h20 TMG - lotado de turistas europeus, o resort Rae de Kalutara, no Sri Lanka, é atingido. Imagens de satélite revelam a água avançando 500 metros da linha da praia;

3h30 TMG - o correspondente jornalístico da AFP em Colombo recebe um telefonema de Matara indicando que uma segunda rodada de ondas está chegando. As ondas atingem o litoral indiano. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico começa a obter relatos de baixas no Sri Lanka pela Internet. Negombo, no Sri Lanka, é atingida;

3h46 TMG - a agência de notícias AFP relata enormes baixas e desabrigados no Sri Lanka;

4h11 TMG - o nível das águas que se eleva rapidamente na Índia causa danos à faixa costeira. Alguns pequenos tremores são sentidos;

5h00 TMG - o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico avisa o Comando do Pacífico dos EUA no Havaí sobre a ameaça potencial de mais tsunamis no Oceano Índico ocidental;

5h13 TMG - o Sri Lanka aciona os militares e solicita ajuda à Índia;

5h41 TMG - o Primeiro Ministro da Tailândia ordena a evacuação das três maiores províncias, incluindo Phuket;

6h09 TMG - em poucas horas, o tsunami cruzou o oceano, inundando Malé, a capital das Maldivas;

7h15 TMG - o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico avisa o Departamento de Estado dos EUA sobre a persistência da ameaça de tsunamis em Madagascar e África. Nas próximas horas, os esforços de ajuda humanitária começaram.
Continuamente os cientistas estão tentando aprender novas maneiras de prever o comportamento dos tsunamis. Neste ponto, a maioria dos dados é colhida depois que o tsunami já fez seu estrago.

Em uma pesquisa pós-tsunami, diversas coisas são mensuradas. Os cientistas estão particularmente interessados nas características da inundação e elevação depois que as ondas atingem a terra. Inundação é a máxima distância horizontal penetrada terra adentro. Elevação é a máxima distância vertical acima do nível do mar que as ondas atingiram. A inundação e a elevação são determinadas freqüentemente por meio da medição da distância de vegetação morta, entulhos espalhados pela terra e relatos de testemunhas do incidente.




Os cientistas fizeram grandes avanços no monitoramento e previsão da ameaça constante dos tsunamis. Um centro que monitora continuamente eventos sísmicos e mudanças nos níveis das marés é o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (em inglês). O PTWC se localiza em Ewa Beach, Havaí, e atende às ilhas havaianas e territórios americanos adjacentes por meio do trabalho conjunto com outros centros regionais. O Centro de Alerta de Tsunami da Costa Oeste e Alasca, em Palmer, Alasca, atende à área das Ilhas Aleutas junto com a Colúmbia Britânica e Estados de Washington, Oregon e Califórnia. Este centro é de particular importância porque terremotos submarinos nessa região criaram ondas que se moveram através do Oceano Pacífico antes de atingir qualquer outro lugar.

Os tsunamis são detectados por bóias de mar aberto e medidores de marés costeiros, que enviam informações para estações dentro da região. Estações de maré medem alterações mínimas no nível do mar, e estações sismográficas registram a atividade dos terremotos. Uma vigília de tsunamis entra em ação se um centro detecta um terremoto de magnitude 7,5 ou superior na escala Richter. As agências de defesa civil são notificadas em seguida e os dados das estações de medição de marés são monitorados atentamente. Caso um tsunami ameaçador passe e seja observado pelas estações de medição, um alerta de tsunami é emitido para todas as áreas potencialmente afetadas. Procedimentos de evacuação são então implementados nessas áreas.

O serviço de Avaliação e Relatórios de Tsunamis de Oceano Profundo (em inglês) usa exclusivos registradores de pressão apoiados no fundo do oceano. Estes registradores são usados para detectar ligeiras alterações na pressão da água acima deles. O sistema DART é capaz de detectar um tsunami tão pequeno quanto um centímetro de altura acima do nível do mar.


O pior aspecto dos tsunamis é que, uma vez em movimento, não pode ser detido. Os cientistas e as agências civis podem somente aplicar recursos para prever tsunamis e criar planos eficazes para evitar a devastação das áreas costeiras.

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